The Pretty Reckless surpreende em clipe de Take Me Down

Eu confesso que enrolei um bocado para assistir ao clipe de Take Me Down, do The Pretty Reckless. Não sei explicar exatamente o motivo, talvez seja porque a música não tinha me acertado ainda. Normalmente as músicas da banda são tipo uma porrada na cara de primeira, eu escuto e já acho a coisa mais foda do mundo. Com Take Me Down não foi assim. Achei a música muito boa, claro, mas com um ar de algo que eu já tinha visto antes. A influência de Sympathy For The Devil era forte demais, não houve nada surpreendente em nenhum momento da faixa. Depois de alguns dias do lançamento do vídeo, eu decidi que era hora de assistir. E aí eu percebi que a tal surpresa que eu queria estava bem na minha cara o tempo todo.


Perceberam? Pela primeira vez, eu olhei para Taylor Momsen e não vi uma menina - que já tinha passado por coisa demais para a idade dela, mas ainda uma menina. Aquela personagem que ela encarnou nos primeiro discos já não estava mais ali, pelo menos não da mesma forma. A própria letra de Take Me Down trata de uma frustração mais adulta, o fato de precisar se vender para uma gravadora para conseguir se manter fazendo o que ama.
Decidi, então, ouvir as outras músicas do ainda não lançado álbum Who You Selling For, que sai no dia 21 de outubro. Por enquanto, além de Take Me Down, apenas duas músicas estão liberadas: Oh My God e Prisoner. Ambas possuem essa mesma energia da primeira, uma frustração angustiante que deixou de ser revolta e se tornou apatia. O instrumental assumiu uma pegada mais country, que já era influência forte da banda em seus trabalhos anteriores, até mesmo em Oh My God que segue uma linha mais pesada. As composições são resultado de uma mente quebrada, sim, mas que ainda está disposta a suportar e seguir em frente - desde que tenha a música como confidente e como válvula de escape.
Três músicas e um vídeo. Com apenas isso, Who You Sellin For já é de longe o disco mais impactante do The Pretty Reckless, ainda faltando duas semanas para o seu lançamento. Não é difícil prever o que vai ficar rolando repetidamente na minha playlist até lá.

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